Sábado, 2 de Junho de 2007

Fernando Pessoa

 

 

  DELICADA POESIA DE PESSOA    

                                       

 

   

                                                                           

               Hoje, uma sexta feira agitada pois amanhã estarei trabalhando em uma feira de modas, roupas e acessórios...  Confesso que estou num dia meio desanimado, ou melhor eu é que estou meia desanimada, por muitas coisas, talvez por poucas... a gente nunca sabe...  O fato é que me deu vontade de escrever alguma coisa, e como eu nunca perco as esperanças, sou uma pessoa positiva, procuro tentar ver sempre tudo de bom nas "situações", resolvi transcrever um belo poema de Fernando Pessoa, esse imenso-grande-perfeito poeta que nos deixou pérolas, poesia não tão conhecida, mas de uma delicadeza, de uma profundidade, que chega a doer... de lindo, de mágico, de lúdico... 

 

 

          

 

 

                                 "Da mais alta janela da minha casa

   Com um lenço branco digo adeus

   Aos meus versos que partem para a humanidade.

 

   E não estou alegre nem triste.

   Esse é o destino dos versos.

   Escrevi-os e devo mostrá-los a todos

   Porque não posso fazer o contrário

   Como a flor não pode esconder a cor,

   Nem o rio esconder que corre,

   Nem a árvore esconder que dá fruto.

 

   Ei-los que vão já longe como que na diligência

   E eu sem querer sinto pena

   Como uma dor no corpo.

 

   Quem sabe quem os lerá?

   Quem sabe a que mãos irão?

 

   Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.

   Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.

   Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.

   Submeto-me e sinto-me quase alegre,

   Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

 

   Ide, ide de mim!

   Passa a árvore e fica dispersa pela natureza.

   Murcha a flor e o seu pó dura sempre.

   Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

 

   Passo e fico, como o Universo."

 

 

 

(Fernando Pessoa com o heterônimo de Alberto Caeiro - pag 67)

 

 

           

 

 

Texto e a transcrição da poesia por NANA LOPES

 

 

 

                                                                                                                 

 

  

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Publicado Por Sandra Lemos às 00:38
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