Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Lenine

A MÚSICA DE LENINE

 

     

 

Eu estava escutando rádio no som do carro e ouvi essa música desse artista pernambucano arretado chamado Lenine, de quem eu gosto tanto, admiro como artista e como pessoa...  Já estive em shows dele, nem tenho todos os seus discos, mas sempre curti o trabalho dele, desde que ouvi a primeira música que estourou como "sucesso", na época era "Hoje eu quero sair só"... logo depois vieram mais e mais músicas maravilhosas.  Mas com o momento atual que estamos passando, no Mundo, no Brasil, particularmente aqui no Rio, a cidade onde moro, não têm como não notar essa letra sensacional, descreve exatamente o que deveríamos de vez em quando parar para pensar, sobre aquela "paciência" que já não há mais, todos correm sem saber para onde, todos preocupados com seu próprio nariz...  e isso é tão triste...  pessoas não sabem mais o valor dos pequenos milagres da vida, e nem têm mais tempo de parar e ver, realmente enxergar o tudo de lindo que ainda existe, milagres da natureza, o mar, a chuva, um lindo pôr do sol, sorrisos de quem a gente gosta, ver aquele filme que nos emociona, admirar animais brincando, ver nascer os filhos de nossos amigos...  Tantas coisas boas, tantas belezas... que só poderão ser observadas se nós todos tivermos tempo para parar, freiar um pouco a correria que o mundo nos impõe todos os dias.  E da letra do Lenine e do Dudu Falcão, eu tiro a frase de que mais gosto:  "Até quando o corpo pede um pouco mais de alma/ Eu sei a vida é tão rara/".     A vida é rara e com certeza aproveitaríamos mais se pensássemos que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, e para isso ter paciência, delicadeza e atenção com as pessoas ao nosso redor não será luxo, mas uma coisa comum e corriqueira, simples como deveria ser.

Nana Lopes 

                                                                                                     

                                                        

      

 

 

  Paciência

 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não pára não... a vida é tão rara)
A vida é tão rara.

Lenine e Dudu Falcão

       

 

 

 

   

 

 

 

O som do Lenine é uma mistura da música regional do recife com sons populares e atuais, fazendo essa mistura ele conseguiu ser o cidadão do mundo que é.  Para quem quiser saber mais sobre este artista, compositor, arranjador, produtor e músico, acessar o site: http://www.lenine.com.br/

 

 

 

 

*Confeccionado e criado por Nana Lopes*

   

 

Hoje Estou: calma, indo na valsa
Caixa de Música: Paciência - Lenine
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Flamenco

  

 

 

   ALMA CIGANA

 

 

     Sempre fiz várias danças ao longo da minha vida como balé, jazz, sapateado, dança afro e moderna...  Gosto muito de dançar, mas nunca havia sentido o que senti ao ver pela primeira vez um espetáculo de dança flamenca... As cores, o ritmo, braços, vestidos e pernas, tudo tão forte, tudo tão triste...  No Flamenco não há só a dança, mas todo um grupo de músicos envolvidos, guitarras, cajón, castanholas e palmas.  Essa dança teve origem na região da Andaluzia na espanha e sofreu forte influência dos ciganos, mouros, judeus e árabes.  Atualmente o flamenco já sofre influências do jazz, rumba, rock, pop e salsa.  Claro que fui seduzida por tudo isso começei a fazer aulas em 1998 numa pequena academia, gostei muito das aulas, e depois fui para a Casa de Espanã, onde tive além de aulas de dança, aulas sobre a história dos povos mouros e como tudo começou...(nessa época meus pais foram para a Espanha e eu ganhei minha castanhola verdadeira de madeira).   Era muito interessante, tínhamos vídeos e várias palestras.  Mabel Martín, a responsável pelas aulas nesta escola é como um ícone da dança aqui no Rio e fez dessa paixão, sua vida, juntos com seu marido Alberto, também dançarino como ela.  Depois como estava trabalhado e me casei mudando de bairro ficou muito complicado para mim dar continuidade a estas aulas, e acabei deixando a escola, e isso foi há mais ou menos três anos e alguns meses...  Mas nem por isso, esqueçi por um momento minha admiração pela dança, vou ver espetáculos, alguns no Teatro Municipal, outros mesmo na própria Casa de Espanã...  Tenho Cds, livros e também um arquivo de fotos muito grande e interessante, nunca deixando de apreender mais sobre essa cultura, essa dança, esse povo, essa paixão...  Flamenco não te deixarei "jamás"!!!

 

 

               

 

 

 

Elementos do Mundo Flamenco

 

 

                 

 

 

 

            

 

 

 

      Momentos e Sentimentos

 

 

           

 

 

            

 

 

               

 

 

No último final de semana fui chamada para fazer uma apresentação de dança Flameca no aniversário de uma grande amiga minha muito querida, chamada Wilma, que apaixonada pela cultura espanhola, escolheu o tema este ano, e já tratou decoração com flores, músicos, jantar de comidas típicas, bonecas espanholas nas mesas, rosas vermelhas nos cabelos das mulheres...  Vai ser lindísssimo e eu vou ser o "presente" dela, fazendo uma participação muito humilde... Gente, três anos sem dançar, eu fiquei tensa no início, mas depois acabei achando ótimo... Revirei o baú, achei velhos vestidos, saias, sapatos, castanhola, leque...  E não é que isso me deu aquele ânimo que às vezes falta na vida... Aquele temperinho extra, que faz toda a diferença...  Tenho exatamente duas semanas até a festa, e agora não me chame mais de Nana.... Ahora, yo soy Nana Lopez!!!

 

 

 

 

Pesquisa de imagens: www.flamencoworld.com e arquivo pessoal de Nana.

Site de pesquisas Wikipedia.

 

 

 

 

 

*confeccionado por Nana Lopes* 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje Estou: Animada
Caixa de Música: Quiero se libre - Fosforito - Cd Flamenco
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

PROVENCE

 

 

 

 

   Sonhando com a Provence   

 

 

         

 

  

     Estava vendo e selecionando estampas para minha marca de roupas e acessórios, Flor Maria, e estava pensando como eu gosto das estampas de estilo "provençal"...  São flores tão delicadas, cores suaves...  Parei para pensar que eu sabia que esse estilo vinha de uma região do Sul da França, mas nunca havia pesquisado sobre o tema, e não havia me aprofundado um pouco mais sobre este assunto, que eu não imaginava, se revelaria tão rico, tão prazeroso de ser estudado...  Eu já estive na França, mas nunca nesse lugar lindo e de tão variados sabores...  Mas vai lá, é um dos meus "sonhos" de viagem, e nunca é tarde para sonharmos não é mesmo?

 

  Um pouco de História

Seu litoral foi colonizado por gregos e fenícios.  A maior parte da população se encontra no litoral junto ao mar Mediterrâneo.  Possui assim planícies litorâneas e zonas de altas montanhas.  Seu clima é influenciado por ventos do norte, chamados de "Mistral".  A beleza natural e a luminosidade da região atraiu pintores que consagraram estilos como Paul Cézanne e Van Gogh.  Provence é identificada por seus campos de lavanda e girassóis, além do rico acervo histórico, com arenas, fontes, palácio papal, abadias, registros medievais e da belle époque.

 

               

 

Símbolos da Provence

 

A Lavanda e os Perfumes:  A lavanda não está nos campos somente para nos dar prazeres olfativos, mas também é usada com fins terapêuticos, perfumes e também na fabricação de mel...  Caminhar pelos campos de lavandas é passeio obrigatório.

      

 

As Oliveiras e o Azeite :  Seus galhos tortos "dizem" é um sinal de que esta planta luta sempre contra o vento... e vence sempre!  Os usos e utilidades tanto da azeitona e do azeite já são conhecidos desde a antiguidade...  É a base para todos os pratos locais.

 

      

 

A Bouillabaisse e o Santon:  Este nome difícil identifica um prato típico que é parecido com o nosso "vatapá"... leva inúmeros tipos de peixes e muitas ervas.  O Santon é o nome que se dá à esses pequenos bonecos de barro retratando santos, hoje são feitos em larga escala e são muito bem confeccionados.

          

 

  

 

Digam o que quiserem a Provence é tudo o que eu sonho em uma viagem... sol, luz, cheiros, charme, calma, natureza exuberante, coisas verdadeiras.   Nada de parques temáticos, novo bar da "moda" ou Hard Rock Cafés.  Nada disso, ao invés disso, descobrir uma rua, um cantinho, um sabor, cheiros diferentes, uma cor nova, um tela de pintura.  Pode me chamar de fresca, ou diferente demais, mas eu gosto mais de viagens pelo continente europeu do que ao continente americano.  Eu sempre gostei muito de história, e gosto muito de saber como eram as coisas antes de inventarem o tal do "marketing"...  acho que as pessoas do norte, essas altas e louras, que cozinham com manteiga são as que todos os verões deixam seus ternos e taillers, seu businness, altíssimas taxas de colesterol, e partem para se entregar ao sol, ao vento mistral e ao lento... o irrefreável savoir vivre Provençal.

 

 


 

 

GALERIA DE FOTOS

 


 
Decoração

 

                       

 

 

 Compotas de Frutas

   

                

 

 

Gatinho na porta, morangos na feira e ladeira charmosa

 

 

                   

    

 

 

 * Algumas fotos utilizadas neste post foram de autoria de Gianfranco Beting.

*pesquisei em inúmeros sites, porém os de "Viajar" e "Provence: terra de luz" foram os mais utilizados.

* Para informações sobre passeios de bicicleta : Butterfield e Robinson -  Pedalando pela Provence.

 

 

 

   NANA LOPES

 

 

 

Hoje Estou: sonhando
Caixa de Música: Lenine
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Sábado, 9 de Junho de 2007

Instantâneos de Felicidade

 

 

     No dia 5 de junho, estive numa exposição de fotografias no Centro Cultural Banco do Brasil -RJ- para onde foi trazida a coleção da Maison Europeene de La Pothographie, de Paris.  São trabalhos de 28 fotógrafos de várias nacionalidades - inclusive os brasileiros Sebastião Salgado e Alberto Ferreira - muitos dos quais jamais expostos no Brasil e que se encontram definitivamente incorporados à história mundial da fotografia.

       Por mais exemplar que seja um foto posada, nada se compara ao instantâneo para documentar a realidade.  Ele desfaz o congelamento imposto pelo clique e restitui, poeticamente, o movimento que deu origem à imagem. 

        Satisfação, alegria, contentamento...  Seja lá o que essas fotos nos passem nestes instantes expostos diante de nós, o importante é que sorrimos...  Assim, esse programa num fim de tarde de terça feira, com certeza vai ficar em minha memória como um bom momento, um momento  FELIZ.

 


Edouard Boubat / Rapho, 1989 -  Cerejeira Japonesa -  40x30


 

 


Martine Frank / Magnum, 1996 -  Mosteiro de Bodnath no Nepal -  40x50


 

 


Henri Cartier Bresson / Magnum, 1969  -  Boulevard Diderot, Paris -   40x30


 

 

Esses instantes se tornaram eternos na minha lembrança...  E o mais legal, é que mais uma vez que eu vou em uma exposição, e muitas muitas turmas de crianças, grupos de escolas, atentos escutando a explicação dos monitores sobre a poesia e a arte contidas numa foto.  Isso me dá ainda alguma esperança...

Nana Lopes

Hoje Estou: observando tudo em volta
Caixa de Música: Phill Collins

Sábado, 2 de Junho de 2007

Fernando Pessoa

 

 

  DELICADA POESIA DE PESSOA    

                                       

 

   

                                                                           

               Hoje, uma sexta feira agitada pois amanhã estarei trabalhando em uma feira de modas, roupas e acessórios...  Confesso que estou num dia meio desanimado, ou melhor eu é que estou meia desanimada, por muitas coisas, talvez por poucas... a gente nunca sabe...  O fato é que me deu vontade de escrever alguma coisa, e como eu nunca perco as esperanças, sou uma pessoa positiva, procuro tentar ver sempre tudo de bom nas "situações", resolvi transcrever um belo poema de Fernando Pessoa, esse imenso-grande-perfeito poeta que nos deixou pérolas, poesia não tão conhecida, mas de uma delicadeza, de uma profundidade, que chega a doer... de lindo, de mágico, de lúdico... 

 

 

          

 

 

                                 "Da mais alta janela da minha casa

   Com um lenço branco digo adeus

   Aos meus versos que partem para a humanidade.

 

   E não estou alegre nem triste.

   Esse é o destino dos versos.

   Escrevi-os e devo mostrá-los a todos

   Porque não posso fazer o contrário

   Como a flor não pode esconder a cor,

   Nem o rio esconder que corre,

   Nem a árvore esconder que dá fruto.

 

   Ei-los que vão já longe como que na diligência

   E eu sem querer sinto pena

   Como uma dor no corpo.

 

   Quem sabe quem os lerá?

   Quem sabe a que mãos irão?

 

   Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.

   Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.

   Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.

   Submeto-me e sinto-me quase alegre,

   Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

 

   Ide, ide de mim!

   Passa a árvore e fica dispersa pela natureza.

   Murcha a flor e o seu pó dura sempre.

   Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

 

   Passo e fico, como o Universo."

 

 

 

(Fernando Pessoa com o heterônimo de Alberto Caeiro - pag 67)

 

 

           

 

 

Texto e a transcrição da poesia por NANA LOPES

 

 

 

                                                                                                                 

 

  

Hoje Estou: tentanto ficar animada
Caixa de Música: nenhum música

Publicado Por Sandra Lemos às 00:38
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