Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Irena Sendler - O Anjo do Gueto de Varsóvia

 

 

                                        IRENA SENDLER

 

 

 

 

 

 

 

                             

 

 

 

 

Nascida no dia 15 de fevereiro de 1910, Irena Sendler comprometeu-se muito cedo com a defesa dos direitos dos judeus, cuja população chegava a três milhões na Polônia antes da guerra. Varsóvia era então uma das principais metrópoles judaicas do mundo.

 

 

 

 

 

 

 

Seu pai, um médico que faleçeu de tifus quando ela ainda era pequena, desde cedo a fez decorar uma frase que ela iria de fato gravar e utilizar por toda a sua vida:

 

 

“AJUDE SEMPRE A QUEM ESTIVER SE AFOGANDO,

SEM LEVAR EM CONTA A SUA RELIGIAO OU NACIONALIDADE.

AJUDAR CADA DIA ALGUEM TEM DE SER UMA NECESSIDADE

QUE SAIA DO CORACAO”

 

 



Desde o outono de 1940, Irena Sendler assumiu riscos consideráveis para levar alimentos, roupas e remédios aos habitantes do gueto que os ocupantes nazistas instalaram num quarteirão da capital.

 

 

 

 

 

 


Devido à falta de comida, muitos morreram de fome ou em decorrência de doenças. Os outros foram mandados para as câmaras de gás do campo de Treblinka. Um grupo de sobreviventes organizou na primavera de 1943 uma resistência heróica antes de o exército nazista destruir completamente o quarteirão.

 

 

 

 

 

 
"Quando caminhava pelas ruas do gueto, Sendler usava uma braçadeira com a Estrela de David, por solidariedade aos judeus, mas também para não chamar a atenção", lembrou o memorial do Yad Vashem.

No fim do verão de 1942, ela entrou para o movimento de resistência Zegota, (Conselho de ajuda aos judeus) e ajudou a retirar crianças do gueto.

 

 

 

 

 

 

  

 



As crianças eram escondidas em malas e transportadas em caminhões ou simplesmente dissimuladas nos casacos de pessoas que tinham acesso ao gueto. Ela anotava os nomes das crianças e de suas famílias em papéis que enfiava em garrafas.

 

 

 

 

 

 

 


Ela foi presa no dia 20 de outubro de 1943. Na Gestapo, seus torturadores quebraram suas pernas e seus pés. Mas ela não falou. Condenada à morte, foi salva a caminho da execução por um oficial alemão que a resistência conseguiu corromper.  Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

 

 

 

 

Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao finalizar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio názis. De início, as crianças que não tinham família adotiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e pouco a pouco foram enviadas para a Palestina.

 

 

As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: "Lembro-me da sua cara. Foi você quem me tirou do gueto." E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.

Em 1965 a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.

Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca.

De saúde mais debilitada, essa senhora, também conhecida como "mãe dos meninos do holocausto" viveu seus últimos anos de vida num asilo em Varsóvia onde depois de várias  homenagens e títulos, veio a falecer no dia 12 de maio deste ano de 2008.

 

 

 Autógrafo de Irena no livro que conta a sua vida

 

 

   

Irena Sendler foi apresentada como candidata ao prêmio Nobel da Paz pelo Governo da Polônia.  Essa iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kackisinski e contou com o apoio oficial do Estado de Israel, através do primeiro ministro Ahud Almed e da Organização de Sobreviventes do Holocausto, residentes em Israel.  

 

 

 

 

Esta história linda me foi apresentada pelo um grande amigo e a partir deste dia, tive muita vontade de escrever sobre esta mulher fantástica, guerreira, mas que infelizmente eu não conhecia sua linda história e acredito que muitos não a conheçem...Há filmes como a "Lista de Schindler" sobre o homem que ajudou os judeus... mas não há nada ainda em relação à ela...  Fui pesquisar, obtive muitas informações e quando estava no meio de minha pesquisa em meados de maio deste ano, eu fico sabendo que ela faleceu.  Essa é a parte triste, mas este ser humano com seu espírito previlegiado fez muito e parecia já estar pronto para descansar.  O que mais gostei foi de saber que ela reçebeu muitas homenagens ainda em vida em especial  o prêmio Nobel da Paz. 

 

 

   

Para cada pessoa há um nome 

                                            

Para cada pessoa há um nome
outorgado sobre ela por Deus,
a ela dado pelos seus pais.

Para cada pessoa há um nome
concedido pela sua estatura
e pelo seu sorriso
e pela sua forma de vestir.

Para cada pessoa há um nome
vertido pelas montanhas
e pelas paredes que a circundam.

Para cada pessoa há um nome
dado pela roda da Sorte
ou por aquilo que os vizinhos lhe chamam.

Para cada pessoa há um nome
inscrito pelas suas falhas
ou pelos seus desejos.

Para cada pessoa há um nome
entregue pelos seus inimigos
ou pelo seu amor.

Para cada pessoa há um nome
derivado das suas celebrações
e da sua ocupação.

Para cada pessoa há um nome
apresentado pelas estações
e pela sua cegueira.

Para cada pessoa há um nome
que ela recebe dos mares
e que lhe é dado pela sua morte.

                                      (Zelda, poetisa israelita falecida em 1984)

 

 

Este poema, tornou-se sinônimo da necessidade de recordar as vítimas do holocausto e anualmente é recitado em cerimônias oficiais de Israel.  No dia 19 de abril se comemora o dia Memorial do Holocausto.  Porque não se pode esqueçer a história. 

 

 

 

 

 


                                            IMAGENS ADICIONAIS

 

 

 

                          

                   Irena ainda moça                                Mais velha

 

 

 

 

 

                

          Recebendo o "Ordem do Sorriso"              Na casa de repouso

 

 

 

 

 

 


                                                          Feito por Nana Lopes

 


 

 

 

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