Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

MANUEL BANDEIRA

                                     MANUEL BANDEIRA

 

                                                               

 

 

 

     Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu em Pernambuco em 1886, mas cedo mudou-se para o Rio de Janeiro, onde falesceu em 1968.  Foi membro da Academia Brasileira de Letras, professor de literatura no Colégio Pedro ll e de literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia.  Foi tradutor e crítico literário.

     Deixou-nos estes livros de poesia: A cinza das Horas(1917); Carnaval(1919); Libertinagem (1930); Estrela da Manhã (1936);  Mafuá do malungo (1948)  entre outros...

      Em prosa nos deixou entre outros: Itinerário da Pasárgada(1954);  Andorinha, andorinha(1965);  Flauta de papel (1957).

       Os seus dois primeiros livros "A cinza das horas e Carnaval" surgidos antes da semana de 22, já mostravam certa liberdade formal.

        Manuel Bandeira, com seu lirismo bem pessoal, conseguiu expressar com muita sensibilidade os momentos e emoções que marcam a existência humana.  Poesia universal, portanto.

POÉTICA

Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente

protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário

o cunho do vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo as barbarismo universais

Todas as contruções sobretudo as sintaxes de exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

 

Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem

modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbados

O lirismo difícil e pungente dos bêbados

O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

MANUEL BANDEIRA

(Em "Poesia Completa e prosa" , pag 207.)

Site para pesquisa: http://www.releituras.com/mbandeira_bio.asp

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Caixa de Música: escutando Paulo Moura e Yamandú Costa

Publicado Por Sandra Lemos às 20:44
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